Religiosidade em Belo Monte: origens do catolicismo caboclo e o seu caráter revolucionário na comunidade de Antônio Conselheiro

Autores

  • João Pedro de Carvalho Universidade Federal de Minas Gerais image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.36920/rrfpa849

Palavras-chave:

Os Sertões, Euclides da Cunha, Belo Monte, Antônio Conselheiro, Religião Cabocla

Resumo

Em diferentes momentos de Os Sertões, Euclides da Cunha caracterizou Belo Monte como uma comunidade de “retardatários”, cuja fé seria expressão de uma mentalidade mal-acabada. De acordo com o ponto de vista do escritor, tal mentalidade era “produto” de sua condição de mestiços, formulações que evidenciam as bases teóricas racistas e xenofóbicas de que ele se valeu para compreender as populações tradicionais do interior do país. Entretanto, a partir da pesquisa desenvolvida por Eric Hobsbawm em Rebeldes Primitivos, torna-se possível compreender que a religiosidade dos sertanejos, cuja origem remonta à fundação de reduções indígenas por missionários jesuítas, possuía um caráter eminentemente revolucionário. Este artigo pretende revisar a origem do catolicismo caboclo, bem como assinalar de que modo o caráter messiânico do conselheirismo constituiu um importante elemento de coesão social, além de um meio de expressão de uma determinada visão de mundo no contexto da revolta de Belo Monte.

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Biografia do Autor

  • João Pedro de Carvalho, Universidade Federal de Minas Gerais

    Bacharel em Jornalismo, mestre e doutor em Estudos Literários - Literatura Brasileira (UFMG). 

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Publicado

24-07-2026

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