Entre métricas e abstrações: notas críticas sobre o Programa Gestão Sustentável da Agricultura Familiar

Autores/as

  • Eduarda Garcia Ferreira CPDA/UFRRJ

DOI:

https://doi.org/10.36920/mvhwfn43

Palabras clave:

Políticas públicas, Sustentabilidade, Desenvolvimento Rural, Gênero, Governamentalidade

Resumen

Este artigo analisa o Programa Gestão Sustentável da Agricultura Familiar (PGSAF), implementado no Rio Grande do Sul entre 2016 e 2019, a partir de uma experiência de campo realizada no município de São Borja. O estudo adota uma abordagem qualitativa, ancorada em observações, entrevistas e participação em atividades do programa, e dialoga com referenciais teóricos sobre políticas públicas, governamentalidade e gênero. Argumenta-se que, embora o PGSAF adote o discurso da sustentabilidade e da valorização da agricultura familiar, sua estrutura opera por meio de instrumentos que invisibilizam dimensões fundamentais da vida rural, como os afetos, os cuidados e as desigualdades de gênero. A pesquisa demonstra como a ausência de indicadores sensíveis à realidade das mulheres rurais compromete a efetividade das ações e reforça desigualdades. Defende-se, por fim, a necessidade de reorientar as políticas públicas a partir das experiências das agricultoras, reconhecendo formas de vida que escapam às planilhas e aos critérios de desempenho técnico.

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Publicado

2026-06-09

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