Cotidiano e resistência socioterritorial: práticas e lutas no Assentamento Índio Galdino (SC)
DOI:
https://doi.org/10.36920/nz4dd311Palabras clave:
Vida cotidiana, Movimientos sociales agrarios, Reforma agraria, Políticas públicas, Conflictos socioterritorialesResumen
Este artigo tem como objetivo investigar as histórias e o cotidiano de lutas e sobrevivência dos membros do Assentamento Índio Galdino, na região de Curitibanos/SC, tomando o cotidiano como dimensão analítica central. O estudo busca compreender como essas práticas se articulam a processos mais amplos de disputa territorial, resistência e organização coletiva no campo. A pesquisa adota abordagem qualitativa, com base em entrevistas semiestruturadas e análise narrativa. Dialogando com as contribuições de Agnes Heller e Michel de Certeau, o estudo compreende o cotidiano como espaço privilegiado de produção de sentidos, estratégias e táticas de resistência. Os resultados evidenciam que as práticas dos assentados se articulam a condições estruturais marcadas por desigualdade no acesso à terra, disputas territoriais e formas coletivas de organização e adaptação, que permitem a permanência e a reprodução da vida no campo. Conclui-se que o cotidiano constitui uma dimensão central para compreender a dinâmica dos movimentos sociais agrários, evidenciando tanto seus limites quanto suas potências na reconfiguração das relações sociais e territoriais.
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Referencias
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